Rota do Imigrante Alemão


           O projeto “Rota do Imigrante” consiste na reconstituição da primeira rota de imigração do Espírito Santo no sentido litoral-interior, palmilhada pela primeira leva de imigrantes, os alemães ou Hanshuclers que aqui chegaram em 1846 desviados do seu destino natural, que era o Sul do País.

           O Espírito Santo teve sua colonização caracterizada pela presença européia, iniciando-se pelos portugueses no século XVI (que optaram por permanecer na costa) e posteriormente pelos alemães e italianos. Os alemães foram os primeiros estrangeiros a enveredar pelos sertões capixabas buscando um lugar para fixar moradia. Quase vinte anos depois foram seguidos pelos italianos que acessaram o interior também pelos cursos dos rios como o Piraquê-açú e o Beneventes.

           A Rota do Imigrante começou a ser implantada em 2000, inspirada na tradição das rotas culturais e históricas da qual se tem exemplo no próprio Espírito Santo, a rota "Os Passos de Anchieta", que hoje, como os demais empreendimentos internacionais do gênero, atrai caminhantes de vários lugares, impelidos por motivações diversas desde que o projeto encerra aspectos cultural, histórico, esportivo, ecológico e turístico. A Rota do Imigrante refaz então o penoso percurso – porque não existia caminho e os bravos colonizadores eram assediados pelas doenças tropicais, animais selvagens e índios canibais – percorrido pelos primeiros europeus a conquistarem o interior do Espírito Santo seguindo a tradição da época de penetrar nos territórios cobiçados seguindo os rios e cursos d'água, as vias naturais de então. 

           A jornada que refaz a Rota Imigrante é cumprida em dois dias, observando-se uma média de quatro a cinco horas em cada um dos trajetos. O primeiro, numa extensão de 18 km, sai de Viana ao lado da Prefeitura Municipal, percorre a estrada do Formate, passa por São Paulo de Biriricas até a ponte no acesso ao Camping Rio da Montanha, na localidade de Biriricas de Baixo; o segundo trajeto envereda por estradas vicinais que margeiam o Rio e o vale do Jucu alcançando o centro da cidade de Domingos Martins, numa extensão de 19 km. A região não dispõe de acomodações suficientes o que requer a disponibilidade de traslado para recolher os caminhantes no final do primeiro dia e trazê-los para a retomada do percurso no segundo dia, quando chegam a Domingos Martins.

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